terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os Celtas Germanicos

As primeiras referências às tribos germânicas datam dos primórdios do Império Romano. No correr dos séculos, poucos países europeus tiveram uma evolução tão conturbada e cheia de altos e baixos como a Alemanha.

Na origem do povo alemão estão as tribos germânicas. Referências literárias a elas aparecem já antes da era cristã. Mas se passaram séculos até que elas formassem uma nação, já que no início não tinham unidade política.

O povo alemão surgiu num processo que se estendeu por vários séculos, e suas origens perdem-se no tempo. A palavra Deutschland (Alemanha) compõe-se de dois elementos: enquanto land significa terra, deutsch, que só apareceu no século 8º, designava inicialmente a língua falada na parte oriental do império dos francos, que atingiu seu apogeu no reinado de Carlos Magno. Os teutões, um povo sobre o qual pouco se sabe, podem ter sido sua origem. Consta que eles desapareceram depois de derrotados pelo comandante romano Caio Mário em 102 a.C. O nome latino Germania é derivado do alemão Gehrmann ou Wehrmann, que significa "homem de guerra" ou "homem de lança".

O rio Reno, que os romanos cruzaram duas vezes na tentativa de subjugar a Germânia, tornara-se, já na época de César, o limite de dois mundos distintos: o latino mediterrâneo e o nórdico germânico. O imperador romano Augusto desistiu da expansão até o rio Elba (no leste da atual Alemanha) depois que o príncipe Armínio, da etnia germânica dos queruscos, derrotou três legiões na Floresta de Teutoburg. Por ter conseguido deter os romanos, Armínio – ou Hermann, como é chamado em alemão – é considerado o primeiro herói "nacional" da Alemanha.

Demorou muito, contudo, para que os povos germânicos constituíssem uma nação. Esse movimento começou com a constituição do grande Estado franco merovíngio e sua conversão ao cristianismo durante o reinado de Clóvis (481 a 511 d.C.), episódio que está ligado também à origem da França. Três séculos depois, pouco depois da morte de Carlos Magno (814 d.C.), o império começou a se desintegrar devido a partilhas sucessórias. Formou-se um império ocidental e um oriental – a fronteira política correspondia mais ou menos à fronteira lingüística entre o alemão e o francês.
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*Entre os séculos II a.C. e V d.C. as tribos germânicas e celtas estiveram em contato com os romanos, que controlavam o sul e o oeste da Europa e tentaram sem êxito estender seu domínio até o rio Elba. A fronteira se manteve nos rios Reno e Danúbio, onde erigiram os limes (linha de fortificações). Nos séculos IV e V os hunos originários da Ásia assolaram o território e os ostrogodos, visigodos, vândalos, francos, lombardos e outras tribos germânicas invadiram o Império Romano.

GERMANI as tribos germânicas como aliadas dos celtas.


Várias etimologias para a designação latina GERMANI são possíveis. Como adjetivo, GERMANI é simplesmente o plural do adjetivo GERMANVS (a partir de germen, "semear, disseminar", "desdobramento"), que tem o sentido de "parente" ou "aparentado".Como um etnônimo, a palavra é comprovada pela primeira vez em 223 a.C. na inscrição de Fasti Capotolini, DE GALLEIS INSVBRIBVS ET GERM, onde ela simplesmente se refere a povos "próximos" ou relacionados aos gauleses. Se o nome próprio posterior GERMANI deriva desta palavra, a referência a este uso deve ser baseada na experiência romana de ver as tribos germânicas como aliadas dos celtas.

O nome aparece sendo usado pela primeira vez com o sentido de "povos da Germania, distintos dos gauleses" por Júlio César. Neste sentido, o nome deve ser um empréstimo do exônimo celta aplicado às tribos germânicas, baseado em uma palavra para "vizinho". Uma terceira sugestão deriva a palavra diretamente do nome da tribo dos Hermunduri, que Tácito sugere possa ter sido o nome de uma tribo que mudou de nome após o domínio romano, mas não há indícios para isto.

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